Com muitos questionamentos florestas de eucaliptos seguem sendo formadas nos campos nativos da metade sul do Rio Grande do Sul. A discussão ecológica,a oposição de ONGS e MST e a legislação sobre a atuação de empresas multinacionais freiam mas não conseguem deter o avanço das plantações.Motivados pela oferta tentadora de altos valores por hectare pequenos e grandes
fazendeiros estão vendendo suas propriedades para empresas florestadoras.Ambientalistas e alguns pesquisadores alegam que o eucalipto consome muita água e podem secar banhados e rios,que as grandes áreas plantadas impedem a circulação da fauna nativa,que as árvores bloqueiam o crescimento da vegetação nativa do Pampa.Outros defendem que as florestas implantadas facilitam o deslocamento de animais nativos pela busca de alimentos.E também que o eucalipto sequestra carbono do ar,combatendo o efeito estufa.E que as folhas que caem das árvores sob a sombra enriquecem o solo.
A polêmica está lançada.O certo é que a percentagem de áreas de eucaliptos ainda é pequena para alterar o ecossistema do Pampa.Resta saber até quanto é aceitável a invasão de florestas em campos e áreas antes usadas para produção de alimentos.A resposta só o futuro dirá.Uma saída seria o acompanhamento e discussão dos primeiros resultados,que dentro de uma decada serão vistos.Limites e riscos devem ser medidos.

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